Hilda Alão

Escrever é uma forma de amar.

Textos

PARLENDAS 34

I

A de prata é linda

A de ouro é mais linda

Brilha muito este tesouro

Minha pulseira de ouro.

II

Que bom, que bom

Que tenho um edredom

Pois o frio não é bom

Pra quem dorme no porão.

III

Rainha você é

De tudo dona é

Só não sabe que seu pé

Tem catinga de chulé.

IV

Da Lili estou a espera

Com uma florzinha na mão

Pois sou amiga sincera

Do fundo do coração.

V

Os tamancos de madeira

Arrumados em fileira

Todo dia a arrumadeira

Desarruma esta fileira.

VI

Fio tecido, fio fiado

Palhaço de circo vaiado

Ficou todo atrapalhado

Bombom não se vende fiado.

VII

Bola, bolinha, bolão

Acha que é bala de canhão

Esta doce criação

É apenas um bombom

Na lancheira do Carlão.

VIII

Amassa a massa amassador

Amassador a massa desamassa

Quem não é amassador

A massa não desamassa.

IX

O juiz não tem juízo

Do lucro ao prejuízo

Pagar a conta é preciso

Do juiz que não tem juízo.

10/06/22

(Maria Hilda de J. Alão)

 

Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 10/06/2022
Alterado em 10/06/2022


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