Hilda Alão

Escrever é uma forma de amar.

Textos

BRINCANDO COM RIMAS

Quebra pedra Pedro Pedra

Se pedra Pedro não quebrar

Quem pedra quebrará?

 

Pintinho amarelinho

Saiu do ovo molhadinho

Sua mãe o agasalhou

E logo o pintinho secou.

 

Disse a menina Zuleima:

Fico triste se alguém teima

Que a letra H é um fonema.

 

Maçaneta, saleta

Sacristão toca sineta

Areia na ampulheta

Menino sem camiseta.

 

Roupa pouca, pouca roupa

Quem dinheiro poupa

Não terá roupa pouca.

 

Para paralelepipedar

Tenha paralelepípedos.

 

Tigre tigrado

Cabelo trançado

Vidro trincado.

 

Trocadilho trocado

Fez trocador trocafiar.

 

Trilha a trilha trilhador

Deixada pela trilhadeira

Para não errar a trilha

Trilha a trilha trilhador.

 

Rico e rica

O fósforo risca

O olho pisca

A rica arrisca

No olho a faísca

Que faz pisca-pisca.

 

Fia o fio a fiadeira

Tem carne na frigideira

Menino desce a ladeira

Em desabalada carreira

Enquanto o fio fia a fiadeira.

 

É hora da retreta

Soldado de boina preta

Toca o boi da cara preta

Menino faz careta

Ouvindo o som da clarineta.

 

Prego pregado

Menino afobado

Tirou o prego pregado

Pelo seu empregado.

 

Uma tranca tranca

Uma tranca destranca

O portão que tranca tem.

 

Tem um lá

Tem um cá

Se cá há um

Lá também há um.

 

Pinga pingo

Pingo pinga

No copo de pinga

Ginga a gringa

E pinga o pingo.

 

Tem caqui

Ou caca aqui?

 

Hera, era.

Se verde é uma hera

Passado é uma era

Se não sabe diz a Vera

Seu estudo já era.

 

05/04/22

 

(Maria Hilda de J. Alão)

À venda em:

www.clubedeautores.com.br

 

 

Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 05/04/2022
Alterado em 08/04/2022


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