Hilda Alão

Escrever é uma forma de amar.

Textos

O CASAMENTO DO PATO (cordel infantil)
Um pato, de andar engraçado,
Queria muito se casar
E para isso foi procurar,
Entre as aves do quintal,
Uma noivinha bem legal.
Chegou logo perguntando
Por onde andavam as patas
Mais novinhas do lugar.

Um galo muito esperto
Percebeu logo que o pato
Tinha miopia nos olhos,
Pois ali era território
De galos, galinhas e frangos.
E resolveu com o pobre pato
Aprontar uma brincadeira.
E contava o galo presepeiro,
Ao pato casamenteiro,
Que no fim do terreiro

Estava hospedada Sofia
Uma linda pata estrangeira.
Com esse argumento maroto
O galo levou o pato
Para conhecer de fato
A noiva tão sonhada.
Chegando ao local
O galo gritou chamando:

Senhora dona deste lugar
Eu quero lhe apresentar
O noivo que está à espera
Desde a passada primavera,
E o casamento realizar
Antes de o sol se esconder.
E as aves se reuniram

Em torno do casal de penas
Para ouvirem o alegre “sim”
Depois da pergunta do frango Serafim,
O padre da cerimônia.
Realizado foi o casamento.
E no apropriado momento,
Como é costume entre os patos,
O marido convidou a esposa

Para o primeiro mergulho juntos
Na lagoa, além do terreiro.
E a esposa abriu o berreiro
Gritando a pleno pulmão
“Como eu posso mergulhar
Se sou uma galinha?
Pensei que meu marido
Fosse o galo carijó
Do galinheiro da minha avó.”

E as outras aves, rindo, gritavam
Em forma de estribilho:
“Vai mergulhar galinha,
Não tira da festa o brilho.
Sofia  vai mergulhar
O pato vai adorar.”

Por ter, como o pato, miopia
Não percebeu a galinha Sofia
O engodo em que caía
E que o galo rolava de tanto rir
Da peça que nos dois pregou.

04/06/11
(histórias que contava para o meu neto)
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 04/06/2011


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